terça-feira, 9 de setembro de 2014

David Émile Durkheim

(1858 – 1917)
Considerado o Fundador da Sociologia. Preocupa-se em desenvolver um método científico para a observação da sociedade. Nasceu em Epinal, na Alsácia, é de uma família de rabinos. Iniciou seus estudos filosóficos na Escola Normal Superior de Paris.Lecionou sociologia em Bordéus, transferiu-se em 1902 para Sorbonne.

SUAS PRINCIPAIS OBRAS FORAM: “Da divisão do trabalho social”, “O Suicídio”, “Formas elementares da vida religiosa”, “Educação e sociedade”, “As regras do Método Sociológico”.

BUSCA PELO MÉTODO: Durkheim e seus colaboradores se esforçaram por emancipar a sociologia das demais teorias sobre a sociedade e constituí-la como disciplina rigorosamente científica. Sua preocupação foi definir com precisão o objeto, o método e as aplicaçõesdessa nova ciência. Em uma de suas obras fundamentais, “As regras do método sociológico”, publicada em 1895, Durkheim definiu com clareza o objeto da sociologia – osfatos Sociais.

OS FATOS SOCIAIS: Comte deu o nome de Sociologia, mas Durkheim foi um dos seus grandes teóricos. Imbuído de princípios Positivistas, Durkheim queria definir com rigor a sociologia como ciência, rompendo com as ideias de senso comum – os “achismos”.

Para Durkheim, os fatos sociais é experimentado pelo indivíduo como uma realidadeindependente e preexistente.

“Se sou industrial, nada me proíbe de trabalhar utilizando processos e técnicas do século passado; mas, se o fizer, terei a ruína como resultado inevitável.” (DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Nacional, 1963. p.3.)

CARACTERÍSTICAS DO FATO SOCIAL
 G     GENERALIDADE;        
 E     EXTERIORIDADE;         
 C    COERCITIVIDADE.         

Generalidade: É social todo fato que é geral, que se repete em todos os indivíduos ou, pelo menos, na maioria deles.
Os acontecimentos manifestam sua natureza coletiva, sejam eles os costumes, os sentimentos comuns ao grupo, as crenças ou os valores. Formas de habitação, sistemas de comunicação e a moral existente numa sociedade apresentam essa generalidade.

Exterioridade: Ao nascermos, já encontramos regras sociais, costumes e leis que somos coagidos a aceitar por meios de mecanismos de coerção social, como a educação (socialização).
Não nos é dada a possibilidade de opinar ou escolher, sendo assim independentes de nós, de nossos desejos e vontades.

Coercitividade: O comportamento desviante num grupo social pode não ter penalidade prevista por lei, mas o grupo pode espontaneamente reagir castigando quem se comporta de forma discordante em relação a determinados valores e princípios.  A reação negativa da sociedade a certa atitude ou comportamento é, muitas vezes, mais intimidadora do que a lei.

A OBJETIVIDADE DO FATO SOCIAL: Durkheim procurou definir o método de conhecimento da sociologia. Para ele, a explicação científica exige que o pesquisador estabeleça e mantenha certa distância e neutralidade em relação aos fatos, procurando preservar a objetividade de sua análise.

Durkheim recomenda que seja deixado de lado suas pré-noções (valores e sentimentos pessoais em relação àquilo que está sendo estudado).

FATOS SOCIAIS COMO “COISAS”: Durkheim aconselhava o sociólogo a encarar os fatos sociais como “coisas”, isto é, objetos que lhe são exteriores. O cientista, isento de paixão, desejo e preconceito, dispõe de métodos objetivos, como a observação, a descrição, a comparação e o cálculo estatístico, para apreender suas regularidades.

IDENTIFICANDO OS FATOS SOCIAIS: Segundo Durkheim, para identificar os fatos sociais entre os diversos acontecimentos, o cientista deve ater-se àqueles acontecimentos mais gerais e repetitivos e que apresentem características exteriores comuns.

Por exemplo: Os crimes – pois existem em toda e qualquer sociedade e tem como característica comum provocarem uma reação negativa, concreta e observável da sociedade contra quem os pratica (penalidade).

CONSCIÊNCIA COLETIVA: Para Durkheim, a consciência coletiva é o conjunto de crenças e de sentimentos comuns à média da população de uma determinada sociedade, formando um sistema com vida própria, que exerce uma força coercitiva sobre seus membros, como o devoto que, ao nascer, já encontra as crenças e práticas religiosas estruturadas e em plena atividade. É um sistema que existe fora do indivíduo, mas que o controla pela pressão moral e psicológica, ditando as maneiras como a sociedade espera que se comporte.

PODEMOS CONCLUIR QUE...
A “generalidade” de um fato social representava, para Durkheim, o consenso social e a vontade coletiva.

Durkheim aconselhava o cientista a estudar os “fatos sociais” como “coisas”, fenômeno que são exteriores e podem ser observados e medidos de forma objetiva.

REFERÊNCIA: COSTA, Maria Cristina Castilho. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2005.


DAVID ÉMILE DURKHEIM

Fonte:http://weliandreicampelo.blogspot.com.br/2012/04/david-emile-durkheim.html
Por: Prof Weliandrei Campêlo

ARISTÓTELES: Potência e ato

Aristóteles e a realidade
Aristóteles também retomou o problema da permanência e da mudança e realizou uma reviravolta: sem questionar o estatuto da mudança em si, procurou analisar a realidade que muda, entendendo que o movimento existe  e que não se encontra fora das coisas.

Aristóteles afirma que em, em todo ser, devemos distinguir: o ato e a potência.

O Ato e a Potência

O Ato:
A manifestação do real do ser, aquilo que ele já é.

Ex: a semente é, em ato, uma semente.

A Potência:
As possibilidades do ser (capacidade de ser), aquilo que ainda não é mas que pode vir  a ser.

Ex:  a semente é, em potência, a árvore.

Nota:
Podemos entender que todas as coisas naturais são ato e potência, isto é, são algo e podem vir a ser algo distinto. Uma semente pode tornar-se uma árvore se encontrar as condições para isso, do mesmo modo que uma árvore que está sem flores pode tornar-se com o tempo, uma árvore florida, manifestando em ato aquilo que já continha intrinsecamente como potência.

Desta forma, ato e potência explicam a mudança no mundo, o movimento e a transitoriedade das coisas.

Observe a Relação
Podemos observar um paralelismo entre matéria e potência e entre forma e ato.
  
Substância e Acidente
Segundo Aristóteles, devemos distinguir em todos os seres existentes o que neles é:

Substancial:
atributo estrutural e essencial do ser, aquilo que mais intimamente o ser é e sem o qual ele não é. Assim todo ser tem sua substância, de tal maneira que devem existir tantas substâncias quantos seres existam.

Acidental:
atributo circunstancial e não essencial do ser; aquilo que ocorre no ser, mas que não é necessário para definir a natureza própria desse ser.

Vamos pensar um pouco...

É da natureza humana, a mentira?

O ser pode, dependendo de suas circunstâncias tornar-se em algo diverso de sua condição?

Como isso poderia ocorrer?

O crime é um exemplo de como o ser foge de sua condição benevolente?

Ou a sua essência é má?

Um criminoso nasce criminoso?

Onde encontramos o ato e a potência nessa situação?


ARISTÓTELES: Potência e ato

Fonte: http://weliandreicampelo.blogspot.com.br/2012/05/aristoteles-potencia-e-ato.html
Por: Prof Weliandrei Campêlo

Karl Marx

A Exploração do Homem pelo próprio Homem

Vida e Obra
Economista, filósofo e socialista alemão, Karl Marx nasceu em Trier em 5 de Maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de Março de 1883. Estudou na universidade de Berlim.
Em 1844, conheceu em Paris Friedrich Engels, começo de uma amizade íntima durante a vida toda. Foi, no ano seguinte, expulso da França, radicando-se em Bruxelas e participando de organizações clandestinas de operários e exilados. Ao mesmo tempo em que na França estourou a revolução, em 24 de fevereiro de 1848, Marx e Engels publicaram o folheto O Manifesto Comunista, primeiro esboço da teoria revolucionária que, mais tarde, seria chamada marxista.

Em 1867 publicou Marx o primeiro volume de sua obra mais importante: O Capital. É um livro principalmente econômico, resultado dos estudos no British Museum, tratando da teoria do valor, da mais-valia, da acumulação do capital etc.
Marx reuniu documentação imensa para continuar esse volume, mas não chegou a publicá-lo. Os volumes II e III de O Capital foram editados por Engels, em 1885 e em 1894. Outros textos foram publicados por Karl Kautsky como volume IV (1904-10).

MATERIALISMO HISTÓRICO
Na teoria marxista, o materialismo histórico pretende a explicação da história das sociedades humanas, em todas as épocas, através dos fatos materiais, essencialmente econômicos e técnicos. A sociedade é comparada a um edifício no qual as fundações, a infra-estrutura, seriam representadas pelas forças econômicas, enquanto o edifício em si, a superestrutura, representaria as idéias, costumes, instituições (políticas, religiosas, jurídicas, etc). A propósito, Marx escreveu, na obra A Miséria da filosofia (1847) na qual estabelece polêmica com Proudhon:

“As relações sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com o suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo industrial”.

AS LUTAS DE CLASSE

Pretendendo caracterizar não apenas uma visão econômica da história, mas também uma visão histórica da economia, a teoria marxista também procura explicar a evolução das relações econômicas nas sociedades humanas ao longo do processo histórico.

Haveria, segundo a concepção marxista, uma permanente dialética das forças entre poderosos e fracos, opressores e oprimidos, a história da humanidade seria constituída por uma permanente luta de classes, como deixa bem claro a primeira frase do primeiro capítulo d’O Manifesto Comunista:

    “A história de toda sociedade passado é a história da luta de classes”.


Para Marx os trabalhadores estariam dominados pela ideologia da classe dominante, ou seja, as idéias que eles têm do mundo e da sociedade seriam as mesmas idéias que a burguesia espalha. Para Marx, quanto mais o mundo se unifica economicamente mais ele necessita de socialismo.

Marx tentou demonstrar que no capitalismo sempre haveria injustiça social, e que o único jeito de uma pessoa ficar rica e ampliar sua fortuna seria explorando os trabalhadores, ou seja, o capitalismo, de acordo com Marx é selvagem, pois o operário produz mais para o seu patrão do que o seu próprio custo para a sociedade, e o capitalismo se apresenta necessariamente como um regime econômico de exploração, sendo a mais-valia a lei fundamental do sistema.

MARX E A LUTA DE CLASSE

Luta de classes foi a denominação dada por Karl Marx, ideólogo do comunismo juntamente com Friedrich Engels, para designar o confronto entre o que consideravam os opressores (a  burguesia) e os oprimidos (o proletariado), consideradas classes antagônicas e existentes no modo de produção capitalista. A luta de classes se expressa nos terrenos econômico, ideológico e político. 

Ela teria começado com a criação da propriedade privada dos meios de produção. A partir daí, a sociedade passou a ser dividida entre proprietários(burguesia) e trabalhadores (proletariado),ou seja, possuidores dos meios de produção e possuidores unicamente de sua força de trabalho.

MAIS-VALIA

Karl Marx chama a atenção para o fato de que os capitalistas, uma vez pago o salário de mercado pelo uso da força de trabalho, podem lançar mão de duas estratégias para ampliar sua taxa de lucro: estender a duração da jornada de trabalho mantendo o salário constante - o que ele chama de mais-valiaabsoluta; ou ampliar a produtividade física do trabalho pela via da mecanização - o que ele chama de mais-valia relativa. Em fazendo esta distinção, Marx rompe com a idéia ricardiana do lucro como "resíduo" e percebe a possibilidade de os capitalistas ampliarem autonomamente suas taxas de lucro sem dependerem dos custos de simples reprodução física da mão-de-obra.

SOCIALISMO

A História das Idéias Socialistas possui alguns cortes de importância. O primeiro deles é entre os socialistas Utópicos e os socialistas Científicos, marcado pela introdução das idéias de Marx e Engels no universo das propostas de construção da nova sociedade. O avanço das idéias marxistas consegue dar maior homogeneidade ao movimento socialista internacional.

Pela primeira vez, trabalhadores de países diferentes, quando pensavam em socialismo, estavam pensando numa mesma sociedade - aquela preconizada por Marx - e numa mesma maneira de chegar ao poder.

COMUNISMO

As idéias básicas de Karl Marx estão expressas principalmente no livro O Capital e n'O Manifesto Comunista, obra que escreveu com Friedrich Engels, economista alemão. Marx acreditava que a única forma de alcançar uma sociedade feliz e harmoniosa seria com os trabalhadores no poder. Em parte, suas idéias eram uma reação às duras condições de vida dos trabalhadores no século XIX, na França, na Inglaterra e na Alemanha. Os trabalhadores das fábricas e das minas eram mal pagos e tinham de trabalhar muitas horas sob condições desumanas.

Marx estava convencido que a vitória do comunismo era inevitável. Afirmava que a história segue certas leis imutáveis, à medida que avança de um estágio a outro. Cada estágio caracteriza-se por lutas que conduzem a um estágio superior de desenvolvimento. O comunismo, segundo Marx, é o último e mais alto estágio de desenvolvimento.

KARL MARX

Fonte: http://weliandreicampelo.blogspot.com.br/2012/04/karl-marx.html
Por: Prof Weliandrei Campêlo

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MAX WEBER

MAX WEBER

AÇÃO SOCIAL

MAX WEBER  (1864-1920)
Sociólogo e Cientista Político alemão, considerado um dos mais importantes pensadores modernos, ele foi um dos fundadores clássicos da Sociologia.
Criou a Sociologia da Religião, na qual desenvolvia estudos comparados entre a história econômica e a história das doutrinas religiosas.

Max Weber ...
Nasceu na cidade de Erfurt (Alemanha), numa família de burgueses liberais.
Desenvolveu estudos de direito, filosofia, história e sociologia, constantemente interrompidos por uma doença que o acompanhou por toda vida.

Iniciou a carreira de professor em Berlim e, em 1895, foi catedrático na universidade de Heidelberg. Foi também um dos primeiros cientistas sociais a chamar a atenção para o fenômeno da burocracia, não só no Estado moderno mas também ao longo da História. De acordo com ele, a Sociologia deveria estudar o sentido da ação humana individual, que deve ser buscado pelo método da interpretação e da compreensão.

Weber preocupava-se ainda com a responsabilidade social dos cientistas políticos e defendia a busca de neutralidade na vida acadêmica e na investigação científica. É a conduta humana, pública ou não, a que o agente atribui significado subjetivo; acentua a importância de ser a ação social uma espécie de conduta que envolve significado para o próprio agente.

Max Weber e seu pensamento
As teorias de Weber exerceram grande influência sobre as Ciências Sociais a partir da década de 1920. Em uma de suas obras mais conhecidas, procurou demonstrar a existência de uma estreita ligação entre a ética protestante e ascensão do capitalismo.
Principais Obras: A ética protestante e o espírito do capitalismo (1905);
       Economia e Sociedade (publicada postumamente em 1922).

Weber e a dominação
No cerne de relações sociais, moldadas pelas lutas, Max Weber percebe de fato a dominação, dominação esta, assentada em uma verdadeira constelação de interesses, monopólios econômicos, dominação estabelecida na autoridade, ou seja, o poder de dar ordens, por isso ele acrescenta a cada tipo de atividade tradicional, afetiva ou racional um tipo de dominação particular.

Segundo a perspectiva de Weber, o caráter particular e específico de cada formação social e histórica deverá ser respeitada.
O conhecimento histórico, entendido como a busca de evidências, torna-se um poderoso instrumento para o cientista social.

Weber  e suas perspectivas...
Weber consegue dominar duas perspectivas:
A Histórica: que respeita as particularidades de cada sociedade;
A Sociológica: que ressalta os elementos mais gerais de cada fase do processo histórico.

MAX WEBER E AÇÃO SOCIAL
O objeto de investigação é a AÇÃO SOCIAL, a conduta humana dotada de sentido, isto é, de uma justificativa subjetiva e elaborada.
É o agente social que dá sentido à sua ação: estabelece a conexão entre o motivo da ação, a ação propriamente dita e seus efeitos.
Para Weber, as normas sociais só se tornam concretas quando se manifestam em cada indivíduo sob a forma de motivação.

Para Weber ...
Cada indivíduo age levado por motivos que resultam da influência da tradição, dos interesses racionais e da emotividade.
A tarefa do cientista era descobrir os possíveis sentidos da ação humana.
O cientista, como todo indivíduo em ação, age guiado por seus motivos, sua cultura, sua tradição.

Portanto ...
Para a sociologia Weberiana, os acontecimentos que integram o social tem origem nos indivíduos. Qualquer que seja a perspectiva adotada por um cientista, ela será sempre parcial. Um mesmo acontecimento pode ter causas econômicas, políticas e religiosas, sem que nenhuma dessas causas seja superior à outra em significância.

Referência
COSTA, Maria Cristina Castilho. Sociologia: introdução à ciência da sociedade.
São Paulo: Moderna, 2005.

Fonte: http://weliandreicampelo.blogspot.com.br/2012/04/max-weber.html
Por: Prof Weliandrei Campêlo
Foto: Wikipédia.