quinta-feira, 5 de março de 2015

Intel quer dobrar o número de mulheres na indústria de jogos

Garota Gamer
Intel, maior fabricante de processadores do mundo, revelou algumas das suas estratégias para colocar em prática os compromissos assumidos em janeiro deste ano, durante a Consumer Electronics Show (CES) 2015, para aumentar a presença feminina dentro da indústria de jogos. As informações são do Venture Beat.

Mirando duplicar a quantidade de mulheres envolvida na criação e no desenvolvimento de games, a companhia vai trabalhar junto da Associação Internacional dos Desenvolvedores de Jogos (IGDA na sigla em inglês). Tais ações já estão sendo implementadas, como o financiamento da participação de 40 estudantes de desenvolvimento de games na Game Developer Conference.

A intenção da Intel é, sobretudo, provar aos consumidores que não é uma empresa “antifeminista”, depois que a companhia se envolveu em uma polêmica com o site Gamasutra. A editora Leigh Alexander publicou uma coluna na qual analisava a indústria de gamers por uma ótica feminista e, devido à controvérsia gerada pelo texto, a Intel suspendeu os anúncios publicitários que mantinha na página — mas voltou atrás pouco tempo depois.

Investindo na diversidade


O objetivo da Intel é investir US$ 300 milhões para alcançar o objetivo de ampliar a participação feminina no setor. O dinheiro será gasto em programas de incentivo para que mais mulheres se qualifiquem para atuar na indústria de tecnologia e na indústria de games.

Além da ação já citada envolvendo 40 estudantes, a companhia também pretende realizar a Intel Challenge Katowice, um torneio de e-sport feminino, no mesmo local das finais do Intel Extreme Masters, que começam daqui a uma semana.

Para eliminar de vez a pecha de empresa misógina, a companhia abre o bolso e se posiciona. “Nós precisamos de diversidade não apenas no jogo, mas também na indústria”, aponta o vice-presidente de software e serviços da Intel Pete Baker.

Criar e jogar


Atualmente, cerca de 48% das pessoas que jogam games eletrônicos são mulheres, porém apenas 22% desse montante estão envolvidas na criação dos jogos, revela um estudo da Entertainment Software Association. E, apesar do “escorregão” com o Gamasutra, os esforços da Intel para corrigir essa diferença estão sendo elogiados pela IDGA.

“A Intel tem sido uma parceira fantástica para a IGDA. Nós veremos grandes mudanças no conteúdo dos jogos”, revela Kate Edwards, diretora-executiva da instituição. Edwards espera que mais empresas desenvolvam programas semelhantes e arrisca que o número de mulheres envolvidas na indústria deve dobrar na próxima década.

“Nós pensamos que isso é algo como o objetivo de um programa espacial, mas é por isso que vale a pena”, complementa.


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